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07/03/2019

Coinfra/FIEMG levanta propostas emergenciais para levar ao Governo Federal

Coinfra/FIEMG levanta propostas emergenciais para levar ao Governo Federal

O Coinfra (Conselho de Obras e Infraestrutura) da FIEMG, comandado pelo presidente do Sicepot-MG, Emir Cadar Filho, se reuniu no dia 01/03, em reunião extraordinária, para levantar pontos fundamentais e emergenciais a serem apresentados ao Governo Federal – o Plano de Retomada para o Crescimento de Minas, ou “Plano Marshall”, como vem sendo chamado pelo presidente da FIEMG, Flávio Roscoe.



A reunião contou com a participação maciça dos membros da Comissão, formada por representantes do poder público e da iniciativa privada, além do secretário de Transportes Marco Aurélio Barcelos, dos subsecretários Diogo Prosdocimi (Regulação de Transportes) e Mônica Salles Lanna (Projetos) e do deputado federal Lucas Gonzales, representante da bancada do Novo em Minas.

O Conselho priorizou ações para a retomada da infraestrutura, com efeitos imediatos, que foram apresentadas e votadas, e também criou um grupo de trabalho, responsável por compilar os pontos levantados num trabalho que será levado em breve ao Governo Federal.

A reunião teve início com a apresentação da economista Daniela Britto sobre os possíveis impactos intersetoriais em diferentes cenários da crise vivida pelo setor da mineração. Em um cenário extremo, de descontinuidade da atividade de minério de ferro e minerais não ferrosos em Minas, ela aponta que a queda de faturamento ficaria entre R$ 50 e 60 bilhões, a arrecadação tributária (estado e munícipios) teria queda de R$ 4,4 bilhões e uma redução de mais de 317 mil postos de trabalho. Britto apresentou o setor da Construção como um dos mais impactados pela inatividade parcial da atividade mineradora e apontou que o PIB deverá ter um crescimento no ano de 1,6%, e não mais os 3,3% projetados anteriormente. Ela ressaltou o poder multiplicador da Infraestrutura que, a cada R$ 1 gasto, gera R$1,47 no setor e nos demais setores.

Foram levantados tópicos dentro de oito assuntos macro: Rodoviário, Saneamento, Anel Rodoviário, Energia, Habitação, Siderurgia/Metalurgia e Mineração, Ferrovias e Aeroportos. No setor rodoviário, foram colocadas em pauta a BR-040, a BR-116, a BR-364/365 e a BR-381. Na área de Saneamento, o diretor da Copasa Gilson Queiroz relatou que a prioridade é tentar reverter investimentos que por enquanto ainda não foram aprovados: A Copasa solicitou 909 milhões e, até o momento, 195 milhões já foram ‘enquadrados’ e 63 milhões estão em análise.

O secretário Marco Aurélio Barcelos salientou que falta capital de giro para o Estado, assim como recursosp de fora: “essa agenda prospectiva que está sendo elaborada aqui é de extrema importância neste momento. Precisamos nutrir a expectativa com o que o Governo Federal possa nos oferecer. A situação dos estados é ruim, mas precisamos invocar a narrativa da singularidade de Minas, que é diferente dos demais estados”. 

Para o presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, “a Infraestrutura é a alternativa para nos tirar de uma situação de crise que o Estado começará a viver em breve, por causa do setor de mineração. Temos que ser proativos e ter uma interlocução rápida com o Governo Federal”.

Emir Cadar Filho ressaltou que sabe das dificuldades enfrentadas por todo o país: “todos nós somos filhos de uma mãe, que é o Brasil, mas nós estamos doentes, precisamos de uma atenção especial neste momento”. Ele ainda disse que espera concluir o documento até o dia 11 de março “para tentar trazer investimentos para Minas para tentar tampar lacuna que vai nos causar essa queda da Mineração”.